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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. O amor e a fé nunca podem ser separados, porque constituem uma só e mesma coisa. Por isso, no princípio, quando se trata dos luminares, eles são tomados por um só, e se diz: “Haja [sit] luminares na expansão dos céus”. É permitido referir coisas admiráveis a este respeito. Os anjos celestes, porque estão pelo Senhor em um tal amor, estão por este amor em todas as cognições da fé, e pelo amor, em uma tal vida e em uma tal luz de inteligência, que dificilmente se poderia descrever algo. Por sua vez, os espíritos que estão no conhecimento dos doutrinais da fé, sem o amor, estão em uma vida tão fria e em uma luz tão escura, que nem podem se aproximar da primeira entrada do átrio dos céus sem fugir para trás. Dizem terem de certo modo acreditado no Senhor, mas não viveram como Ele ensinou. O Senhor fala deles assim, em Mateus:
“Nem todo aquele que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a Minha vontade; muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, por Teu Nome não profetizamos?” (E as coisas que se seguem; 7:21, 22 até o fim).
[2] Por aí se vê que aqueles que estão no amor também estejam na fé e, assim, na vida celeste, mas não os que dizem estar na fé e não estão na vida do amor. A vida da fé sem o amor é como a luz do sol sem o calor, como sucede no inverno, quando nada cresce, mas todas e cada uma das coisas ficam entorpecidas e mortas. Mas a fé que procede do amor é como a luz do sol no tempo da primavera quando todas as coisas crescem e florescem, porque é o calor do sol que as produz. Sucede semelhantemente nas coisas espirituais e celestes, que são comumente representadas na Palavra pelas coisas que estão no mundo e sobre a terra. A ausência da fé e a fé sem o amor são também comparadas pelo Senhor ao inverno, onde Ele predisse a consumação do século, em Marcos:
“Orai para que vossa fuga não se dê no inverno, pois aqueles serão dias de aflição” (13:18,19).
A ‘fuga’ é o último tempo também para todo homem que morre. O ‘inverno’ é a vida sem nenhum amor e os ‘dias de aflição’ são o seu estado miserável na outra vida.

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