. Enquanto o homem é espiritual, o seu domínio procede do homem externo para o interno, assim como se diz aqui: “dominarão sobre os peixes do mar, e sobre a ave dos céus, e sobre a besta, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que rasteja sobre a terra”. Quando, porém, se torna celeste e age pelo bem do amor, então o domínio procede do homem interno para o externo, assim como o Senhor descreve a Si mesmo e assim, ao mesmo tempo, descreve o homem celeste que é a Sua semelhança, em Davi: “Fizeste-O dominar sobre as obras de Tuas mãos, todas as coisas puseste sob os Seus pés, o rebanho e toda a manada, e também as bestas dos campos, e a ave dos céus, e os peixes do mar, o que passa pelas veredas dos mares” (Sl. 8:7–9; [Em JFA, 8:6–8]) Por isso, aqui se diz, primeiro, ‘bestas’, em seguida ‘aves’, depois ‘peixes do mar’, porque o homem celeste procede do amor que é da vontade. É diferente, porém, com o homem espiritual, em quem precedem os ‘peixes’ e as ‘aves’, que pertencem ao entendimento que é da fé, e em seguida vêm as ‘bestas’.