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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Macho e fêmea os criou’. O que se entende por ‘macho e fêmea’ no sentido interno, foi coisa bem conhecida pela Antiquíssima Igreja. Todavia, foi o contrário com os seus descendentes, quando pereceu o sentido interior da Palavra e também este arcano. Os casamentos eram as suas maiores felicidades e delícias, e comparavam aos casamentos todas as coisas que a eles podiam ser comparadas, para daí perceberem a felicidade do casamento. E como eram homens internos, deleitavam-se somente nos internos; viam as coisas externas somente com os olhos, mas pensavam sobre as coisas que elas representavam, a fim de que as coisas externas nada fossem, mas apenas algo pelo qual pudessem refletir sobre as internas, das internas sobre as celestes e assim sobre o Senhor, que era tudo para eles; e por consequência sobre o casamento celeste, do qual percebiam vir a felicidade dos seus casamentos. Por isso chamavam ‘macho’ o entendimento no homem espiritual, e ‘fêmea’ a vontade; e quando estas duas faculdades agiam como uma, diziam haver o casamento. Dessa igreja veio a fórmula que se tornou habitual de chamar a igreja mesma, por causa da afeição do bem, de ‘filha’ e ‘virgem’, como ‘virgem de Sião’, ‘virgem de Jerusalém’ e também ‘esposa’. Mas, sobre este assunto, vide o capítulo seguinte, versículo 23, e o capítulo 3, versículo 15.

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