. Vers. 28: “E os abençoou DEUS; e disse-lhes DEUS: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e subjugai-a. E dominai sobre os peixes do mar e sobre a ave dos céus, e sobre todo ser vivo que rasteja sobre a terra.” Como os antiquíssimos chamavam a conjunção do entendimento e da vontade, ou da fé e do amor, ‘casamento’, tudo o que este casamento produzia de bem eles chamavam ‘frutificações’, e tudo o que produzia de vero, ‘multiplicações’. Daí, ocorre de modo semelhante nos Profetas, como em Ezequiel: “Multiplicarei sobre vós o homem e a besta, e eles se multiplicarão e frutificarão, e vos farei habitar conforme as antiguidades vossas, e vos farei mais bem do que em vossos princípios, e conhecereis que Eu [sou] JEHOVAH; e farei andar sobre vós o homem, povo Meu, Israel” (36:8–11); por ‘homem’ entende-se aqui o homem espiritual, que é também chamado ‘Israel’; pelas ‘antiguidades’ entende-se a Igreja Antiquíssima; pelos ‘princípios’, a Igreja Antiga de após o dilúvio; o fato de vir antes a ‘multiplicação’, que é do vero, e depois seguir a ‘frutificação’, que é do bem, é porque se trata daquele que deve ser regenerado, não do que já foi regenerado. [2] Quando o entendimento é unido à vontade, ou a fé ao amor, o homem é chamado pelo Senhor de ‘terra casada’, como em Isaías: “Não se dirá mais à tua terra: Devastada; mas tu serás chamado: Meu beneplácito nela, e a tua terra: Casada6; porque JEHOVAH se agradará de ti, e tua terra será casada” (62:4). Por conseguinte, os frutos que pertencem ao vero são chamados ‘filhos’, e os frutos que pertencem ao bem são chamados ‘filhas’, e isto muito frequentemente na Palavra. [3] ‘A terra está cheia’ quando há muitos veros e bens. Com efeito, quando o Senhor abençoa e diz, isto é, quando Ele opera, o bem e vero cresce imensamente, como Ele diz: “O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda, que o homem, tendo tomado, semeou em seu campo; ele é, de fato, a menor de todas as sementes, mas quando cresce é a maior de todas as hortaliças e se torna árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham em seus ramos” (Mt. 13:31, 32). O ‘grão de mostarda’ é o bem do homem antes de ser espiritual, que é “a menor de todas as sementes” porque o homem pensa que faz o bem por si mesmo. O que ele faz por si mesmo nada é senão o mal; mas como está em estado de regeneração, há algum bem, mas é o menor de todos. Quando enfim a fé se conjunge ao amor, torna-se maior, e ‘hortaliça’. Finalmente, quando é conjunta, torna-se ‘árvore’ e então ‘as aves dos céus’, que aqui também são os veros ou as coisas do entendimento, ‘aninham-se’ em ‘seus ramos’, que são os conhecimentos. Quando o homem é espiritual, do mesmo modo que quando se torna espiritual, ele está em combate, e por isso se diz “subjugai a terra”, e “dominai”.