. Vers. 1: “E foram acabados os céus e a terra, e todo o exército deles.” Por estas palavras se entende que o homem agora se tornou espiritual a ponto de ser o ‘sexto dia’. O ‘céu’ é o seu homem interno, e a ‘terra’ é o externo. O ‘exército deles’ são o amor, a fé e as cognições do amor e da fé, que antes foram significados pelos ‘grandes luminares e as estrelas’. Que o homem interno se chame ‘céu’ e o externo ‘terra’, pode-se ver pelas passagens da Palavra citadas no capítulo precedente. Permite-se acrescentar o que se diz em Isaías: “Farei o varão mais raro do que o ouro sólido, e o homem mais do que o ouro precioso de Ofir; por causa disso, ferirei de terror os céus, e a terra será sacudida de seu lugar” (13:12, 13); e em outro lugar: “Terás esquecido JEHOVAH o feitor teu, Que estende os céus e funda a terra; ... mas porei Minhas palavras em tua boca, e na sombra da [Minha] mão... te esconderei, para estender o céu e fundar a terra” (Is. 51:13, 16); pelo que é evidente que tanto o ‘céu’ como a ‘terra’ são predicados do homem. Na realidade, aí se trata da Antiquíssima Igreja, mas as coisas interiores da Palavra são tais que tudo o que é dito sobre a igreja aplica-se a todo membro da igreja, que, se não fosse uma igreja, não poderia ser parte dela, assim como o que não é um templo do Senhor não pode ser o que é significado pelo ‘templo’, que é a igreja e o céu. É daí que a Igreja Antiquíssima também se chama ‘homem’ no singular.