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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Que a vida seja descrita pelo sopro e pela respiração [spiraculum], a razão é também que os homens da Antiquíssima Igreja percebiam os estados do amor e da fé por meio dos estados da respiração [respirationis], estados esses que foram sucessivamente mudados em seus descendentes. Ainda não se pode dizer coisa alguma sobre essa respiração, porque hoje são coisas inteiramente ocultas. Os antiquíssimos conheceram bem isso, assim como os que estão na outra vida, mas nesta terra não há ninguém que o saiba. Daí é que assemelhavam o espírito ou a vida ao vento. Também o Senhor, quando falou da regeneração do homem, disse em João:
“O vento [spiritus] sopra onde quer; e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem ou para onde vai; assim é todo o que é gerado pelo espírito” (3:8).
Semelhantemente, em Davi:
“Pela palavra de JEHOVAH os céus foram feitos; e pelo espírito [ou sopro] de Sua boca, todos os seus exércitos” (Sl. 33:6);
e, no mesmo:
“Recolhes o espírito deles, expiram e ao seu pó retornam; envias o Teu espírito, são criados e renovas as faces do húmus” (Sl. 104:29, 30).
Que a ‘respiração’ seja tomada em lugar da vida do amor, vê-se em Jó:
“O espírito está no homem, e a respiração de Shaddai os faz entender” (32:8);
e depois, no mesmo:
“O espírito de Deus me fez, e a respiração de Shaddai me vivificou” (33:4).

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