. Quando os antiquíssimos comparavam o homem a um jardim, também comparavam a sabedoria e as coisas que pertencem à sabedoria a rios. E não só comparavam, mas as chamavam assim, pois tal era a sua linguagem. Sucedeu de modo semelhante mais tarde, nos Profetas, que ora comparavam, ora nomeavam assim. Como em Isaías: “Levantar-se-á nas trevas a tua luz, e a tua escuridão será como a luz do dia... e serás como um jardim regado, e como uma fonte de águas cujas águas não faltarão” (58:10, 11), onde se trata daqueles que recebem a fé e o amor. Depois: “Como vales são plantadas, como jardins junto ao rio; como sândalos JEHOVAH plantou, como cedros junto às águas” (Nm. 24:6), onde se trata dos regenerados. Em Jeremias: “Bem-aventurado o varão que confia em JEHOVAH... será como árvore plantada junto às águas, e sobre o ribeiro estende suas raízes” (17:7, 8). Elas não são comparadas ao jardim e à árvore em Ezequiel, mas assim referidas: “As águas fizeram-na crescer, a profundeza das águas a exaltou; um rio corria ao redor de sua planta, e seus canais de água enviou a todas as árvores do campo... tornou-se bela em sua grandeza, no comprimento dos seus ramos, porque sua raiz era para muitas águas. Os cedros não a obscureciam no jardim de DEUS, os abertos não igualavam os seus ramos e os plátanos não eram como seus galhos. Nenhuma árvore no jardim de DEUS lhe era igual em sua beleza; bela a fiz na multidão de seus ramos, e invejavam-na todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de DEUS” (31:4, 7-9). Por aí se vê que os antiquíssimos, quando comparavam o homem ou, o que é o mesmo, as coisas que estão no homem, a um jardim, também ajuntavam as águas e os rios que o irrigavam, e pelas ‘águas e os rios’ entendiam as coisas que o fazem crescer.