. Todas as leis do vero e da retidão fluem de princípios celestes ou da ordem da vida do homem celeste, pois todo o céu é um homem celeste nisto: que só o Senhor é o Homem Celeste, e é tudo em todas e cada uma das coisas do céu e do homem celeste. Daí é que elas se chamam celestes, porque toda lei do vero e da retidão, principalmente a lei dos casamentos, descende de princípios celestes, ou da ordem da vida do homem celeste. Há um casamento celeste do qual e segundo o qual serão todos os casamentos nas terras. Esse casamento é tal que há um só Senhor e um só céu, ou uma só igreja cuja cabeça é o Senhor. Daí vem a lei dos casamentos, que serão entre um varão e uma esposa. E quando os casamentos são assim, representam o casamento celeste e são um exemplar do homem celeste. Essa lei foi não só revelada aos varões da Antiquíssima Igreja, mas também inscrita no seu homem interno. Por isso o varão tinha, então, uma só esposa e constituía uma só casa. Todavia, quando seus pósteros deixaram de ser homens internos e se tornaram externos, então tomaram várias esposas. [2] Como os varões da Antiquíssima Igreja representaram, por seus casamentos, o casamento celeste, o amor conjugal era para eles como o céu e a felicidade celeste. Quando, porém, a igreja declinou, eles não percebiam mais a felicidade no amor conjugal, mas no prazer com várias, prazer que é do homem externo. Isto foi o que o Senhor chamou ‘dureza de coração’, razão pela qual foi-lhes permitido, por Moisés, tomar várias esposas, como o Senhor mesmo ensina: “Por causa da dureza de vossos corações Moisés vos escreveu este preceito; mas desde o início da criação Deus os fez macho e fêmea; por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se ligará à sua esposa, serão os dois uma só carne, pelo que não são mais dois, mas uma só carne. Por isso, o que Deus conjungiu, o homem não separará” (Mc. 10:5-9).