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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Aqui se diz que a árvore da ciência estava no meio do jardim, enquanto anteriormente, no cap. 2, vers. 9, se diz que é a árvore de vidas que está no meio do jardim e não a árvore da ciência. Isto é porque o ‘meio do jardim’ significa o íntimo, e o homem celeste ou o da Antiquíssima Igreja era a árvore de vidas, que é o amor e daí a fé. Mas desse homem que se pode chamar celeste espiritual, ou dessa posteridade, o seu ‘meio do jardim’ ou seu íntimo era a fé. Isso não pode ser descrito mais amplamente, porque hoje se ignora inteiramente de que qualidade foram aqueles que viveram nesse tempo antiquíssimo. Sua índole era absolutamente diversa da que existe hoje em alguém. Essa índole, só para que se tenha uma ideia, era tal que pelo bem eles conheciam o vero, ou pelo amor sabiam o que pertence à fé. Quando, todavia, essa geração expirou, sucedeu outra que tinha uma índole absolutamente diversa da deles, a saber, que não era pelo bem que se conhecia o vero, ou pelo amor as coisas que fossem da fé, mas que pelo vero conhecia-se o bem, ou pelas coisas que pertencem às cognições da fé conheciam-se as que são do amor; e, na maioria deles, quase não havia mais coisa alguma além do que eles sabiam. Tal mudança se deu após o dilúvio, para que o mundo não perecesse.

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