. Para que se saiba o que é o proprium: o proprium do homem é, todo, o mal e o falso de que estão cheios o amor de si e do mundo. E os que estão no proprium creem não pelo Senhor ou pela Palavra, mas por si mesmos. Acham que o que eles não compreendem pelos sentidos e pelos conhecimentos nada é. Daí resulta, que eles se tornam nada mais que o mal e o falso, e, assim, consideram pervertidamente todas as coisas: as que são más, veem-nas como boas, as que são boas, como más; as que são falsas, como verdadeiras, e as que são verdadeiras, como falsas; as que existem, eles pensam que são nada, e as que nada são, pensam que são tudo. Ao ódio chamam amor; à escuridão, luz; à morte, vida; e vice-versa. Na Palavra, esses são chamados ‘coxos’ e ‘cegos’. Isto é, então, o proprium do homem, que é, em si, infernal e condenado.