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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Que pela ‘serpente’ se entenda todo mal em geral e o amor de si em particular, é porque todo mal surgiu do sensual e depois do conhecimento, os quais foram significados no princípio pela ‘serpente’. Por isso ela agora significa o mal mesmo, qualquer que seja, e em particular o amor de si ou o ódio contra o próximo e o Senhor, o que é o mesmo que o amor de si. Esse mal ou ódio, porque é múltiplo e dividido em seus muitos gêneros e ainda maior número de espécies, é distinguido na Palavra pelos gêneros de serpentes, como pelas cobras, pelos basiliscos, pelas áspides, pelas cobras-de-sangue [haemorrheos], pelas présteres ou serpentes-de-fogo, pelas serpentes voadoras e pelas que se arrastam, e pelas víboras; portanto, segundo as diferenças do veneno, que é o ódio. Como em Isaías:
“Não te alegres tu, toda a Filisteia, por ser quebrada a vara que te fere; porque da raiz da serpente sairá um basilisco, e de seu fruto uma serpentevoadora18” (14:29),
a ‘raiz da serpente’ é o sensual e o conhecimento; o ‘basilisco’ é o mal e o falso daí proveniente; a ‘serpente voadora’ é a cobiça que é do amor de si. E no mesmo profeta se fala de outro modo sobre as mesmas coisas, assim:
“Ovos de basiliscos chocam, e teias de aranha tecem; o que comer dos ovos deles morrerá, e quando são apertados, sai deles uma víbora” (Is. 59:5).
Essa serpente se chama, no Apocalipse, ‘grande dragão vermelho’ e ‘serpente antiga’; depois:
“Diabo e satanás, que seduz todo o orbe das terras” (12:3, 9, 20, 22).
Aqui e em outros lugares, pelo ‘diabo’ nunca se entende algum diabo como chefe dos outros, mas toda a turba dos maus espíritos e o próprio mal.

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