. Que o ‘húmus’ signifique o homem externo, pode-se ver pelo que foi dito anteriormente a respeito da ‘terra’, do ‘húmus’ e do ‘campo’. Quando o homem é regenerado, não se chama mais ‘terra’, mas ‘húmus’, porque nele são implantadas sementes celestes. Ele também é comparado ao húmus e chamado ‘húmus’ em várias passagens na Palavra. É no homem externo, ou em sua afeição e memória, que são implantadas as sementes do bem e do vero, e não no homem interno, porque no interno não há coisa alguma própria do homem, mas no externo. No interno estão os bens e veros que, quando parecem não estar mais presentes, então o homem é externo ou corpóreo; ainda que estejam ocultos no interno pelo Senhor, o homem não o sabe, pois não se mostram a não ser quando o externo morre, por assim dizer, como costuma acontecer nas tentações, nos infortúnios, nas doenças e na hora da morte. O racional também pertence ao homem externo (n. 118) e é em si mesmo uma espécie de intermediário entre o interno e o externo, pois o interno opera pelo racional no corpóreo externo. Quando, todavia, o racional consente, então ele separa o externo do interno a tal ponto que não se sabe mais que existe um interno nem, por conseguinte, o que é a inteligência e a sabedoria que são do interno.