. Por ‘JEHOVAH falando’ os antiquíssimos significavam a percepção, pois sabiam que o Senhor era Quem lhes dava o perceber. Essa percepção não podia durar senão enquanto o amor fosse o principal; quando cessou o amor ao Senhor, e, assim, para com o próximo, a percepção pereceu; e tanto quanto o amor existiu, assim houve percepção. Esse perceptivo era peculiar da Igreja Antiquíssima. Mas depois que a fé foi separada do amor, como nos que vieram após o dilúvio, e que a caridade era dada por meio da fé, o perceptivo foi substituído pela consciência, que também dita, mas de outro modo. Dela se falará na sequência, pela Divina Misericórdia do Senhor. Na Palavra, quando a consciência dita, diz-se semelhantemente que JEHOVAH fala, porque a consciência é formada pelas coisas reveladas e pelas cognições provenientes da Palavra; e quando a Palavra diz ou dita, é o Senhor quem o diz. Por isso, nada é mais comum do que se dizer, mesmo hoje, que o Senhor fala, quando se trata de coisa da consciência ou da fé.