Texto
. Além disso, foi dito que os eruditos em nada acreditam senão que a alma, que deve viver depois da morte, ou o espírito, é um pensamento abstrato. Torna-se evidente que daí eles não querem admitir nem a palavra extensão, nem coisa alguma que se refira a extensão, pelo fato de que o pensamento, considerado abstratamente de seu sujeito, não é extenso, mas o sujeito do pensamento e os objetos do pensamento são extensos; e se alguns objetos não são extensos, os homens os definem e lhes dão extensão para poder apreendê-los. Daí se vê claramente que, por alma ou espírito, os eruditos nada entendem senão que é um pensamento apenas, e, assim, não podem crer de outra maneira senão que a alma ou espírito deve se dissipar quando morre.