. Falei com espíritos sobre a opinião dos homens que vivem atualmente, os que não creem no espírito por o não verem com os olhos e o não compreenderem por intermédio das ciências, e assim negam não só que o espírito seja extenso, mas também que seja uma substância, porque disputam sobre o que é substância. E por negarem que o espírito seja extenso e disputarem a respeito da substância, também negam que o espírito esteja em algum lugar e, por conseguinte, no corpo humano, quando, entretanto, o mais simples pode saber que a sua alma ou seu espírito está em seu corpo. Quando eu lhes expunha essas coisas, esses espíritos, que eram dos mais simples, admiravam-se de que os homens de hoje fossem tão insensatos. E quando ouviam as expressões sobre as quais havia debate, como partes fora de partes e outras semelhantes, diziam que tais expressões eram dissonantes, e como que lúdicas e teatrais, com as quais nunca deviam ocupar a mente, porque obstruíam o caminho para a inteligência.