. Quase todos os que do mundo vêm a outra vida imaginam que o inferno é semelhante para todos e que também semelhante para todos é o céu, quando entretanto há, em um e outro, diversidades e variedades infindáveis e nunca o inferno para um é inteiramente semelhante ao inferno para outro, nem o céu para um é inteiramente semelhante ao céu para outro, assim como não há jamais um homem ou um espírito ou um anjo que seja inteiramente semelhante a um outro. Quando eu ao menos pensava que dois seres fossem inteiramente semelhantes ou iguais, os que estão no mundo dos espíritos e no céu angélico ficavam horrorizados e diziam que todo uno é formado da harmonia de muitos; e tal esse uno é, qual é a harmonia; e jamais pode subsistir um uno de um modo absoluto, mas somente harmônico. Assim, toda sociedade no céu forma um só uno, e todas as sociedades juntas, ou o céu universal, fazem um; e isso pelo Senhor, só, por intermédio do amor. Um anjo fazia enumeração dos gêneros mais universais das alegrias dos espíritos, ou habitantes do primeiro céu, chegando até o número de quatrocentos e setenta e oito. Daí pôde concluir quão inúmeros são os gêneros menos universais e quão inumeráveis são as espécies pertencentes a cada gênero! E se lá há tantos, quantos infindáveis gêneros de felicidade não existem no céu dos espíritos angélicos, e quanto mais ainda no céu dos anjos!...