Texto
. Pelos nomes que se seguem — como por Seth, Enosh, Kainã, Mahalalel, Jared, Enoque, Matusalém, Lamech, Noé — são significadas outras tantas igrejas, das quais a primeira e principal foi a que se chamou ‘Homem’. O principal das igrejas foi a percepção, por isso as diferenças entre as igrejas dessa época foram sempre diferenças de percepções.
[2] A propósito da percepção, é lícito lembrar que no céu universal não reina outra coisa senão a percepção do bem e do vero, e de tal modo que é impossível descrevê-la; as suas diferenças são inumeráveis, a tal ponto que uma sociedade não tem uma percepção semelhante à de uma outra. Lá, as percepções classificam-se em gêneros e espécies: os gêneros são inumeráveis e as espécies de cada gênero são igualmente inumeráveis. Disto se falará depois, pela Divina Misericórdia do Senhor. Os gêneros e as espécies de cada gênero sendo inumeráveis, e as subdivisões das espécies ainda mais inumeráveis, pode-se ver quão pouco ou quase nada o mundo sabe hoje sobre os celestes e os espirituais, quando não sabe o que é percepção; e, se se falar de tal, não crê que ela exista. É o que sucede também com outros assuntos. A Igreja Antiquíssima representava o Reino Celeste do Senhor, mesmo quanto às diferenças de gêneros e de espécies de percepções; como, porém, hoje se ignora absolutamente o que é a percepção em sua significação mais comum, assim, falar dos gêneros e das espécies dessas igrejas seria relatar coisas estranhas e desconhecidas. Os antiquíssimos se distinguiam em casas, famílias e nações, e os seus casamentos se contraiam entre casas e famílias, para que as percepções existissem em seus gêneros e em suas espécies, e para que elas fossem transmitidas pelos pais somente segundo as propagações das índoles. É por isso que os que foram da Igreja Antiquíssima também habitam juntos no céu.