Texto
. Quase todos os que vêm à outra vida ignoram o que é a beatitude e a felicidade celestes, porque não sabem o que é a alegria interna nem a sua qualidade; uns obtêm alguma percepção disso somente pelos prazeres e alegrias corporais e mundanos. E porquanto ignorem, pensam que nada é, quando, todavia, as alegrias corpóreas e mundanas nada são e são imundas relativamente [aos prazeres celestes]. Por esta razão, os probos que não sabem o que é a alegria celeste são levados, para que o saibam e a conheçam, primeiramente para lugares paradisíacos, que excedem toda ideia da imaginação - sobre tais lugares se falará, pela Divina Misericórdia do Senhor, na sequência. Então julgam terem vindo ao paraíso celeste. Mas são ensinados que esta não é a felicidade verdadeiramente celeste e por isso lhes é dado conhecer estados interiores de alegria perceptíveis em seu íntimo. Em seguida são levados a um estado de paz até o íntimo; confessam então que não há coisa alguma desse estado que se possa exprimir ou cogitar. Por fim, são levados a um estado de inocência, também até o sentido íntimo. Daí lhes é dado saber o que é verdadeiramente o bem espiritual e celeste.