. Os que estão no amor mútuo avançam continuamente no céu para a primavera de sua adolescência; e quanto mais milhares de anos vivem, mais avançam na primavera de encanto e felicidade, e isto com aumento contínuo pela eternidade, segundo a progressão e o grau do amor mútuo, da caridade e da fé. Aquelas do sexo feminino que morreram na senilidade e acabadas pela velhice, e que viveram na fé no Senhor, na caridade para com o próximo e no amor conjugal feliz com o marido, após uma sucessão de anos, entram cada vez mais na flor da juventude e da adolescência, e numa beleza que excede toda ideia de beleza até então percebida pela vista. Com efeito, a bondade e a caridade é o que forma e fixa sua semelhança, e faz com que o encanto e a beleza da caridade brilhem pelos singularíssimos da face, de sorte que sejam a forma mesma da caridade. Alguns as viram e ficaram cheios de espanto. [2] A forma da caridade é tal que se manifesta ao vivo na outra vida; a caridade mesma é que representa e é representada, e, na verdade, a um tal ponto que o anjo todo é, por assim dizer, a caridade que claramente se mostra e é manifesta principalmente nas faces. Essa forma, quando contemplada, é de uma beleza inefável, que afeta com a caridade mesma a vida íntima da mente. Pela beleza dessa forma são exibidos, em imagem, os veros da fé, que também por esse meio são percebidos. Os que viveram na fé no Senhor, isto é, na fé da caridade, tornam-se tais formas ou tais belezas na outra vida. Todos os anjos são formas assim com variedade inumerável; destes é o céu.