. Que ‘os dias do homem seriam cento e vinte anos’ significa que deveriam ser-lhe dadas relíquias da fé. No capítulo precedente, versículos 3 e 4, foi dito que os ‘dias e anos’ significam os tempos e os estados, e que, pelos números variadamente compostos, os antiquíssimos significavam os estados e as mudanças dos estados da igreja. Mas qual teria sido a natureza dos seus cômputos eclesiásticos, isto está entre as coisas perdidas. Aqui ocorrem semelhantemente números de anos, cujo significado ninguém pode jamais conhecer a não ser que se saiba o que são números singulares de um a doze e daí por diante. Aparece claramente que envolvem uma outra coisa, oculta, pois que “deveria viver cento e vinte anos” não é coerente com o versículo precedente. Tampouco eles viveram depois os cento e vinte anos, como se vê por aqueles que viveram após o dilúvio, no cap. 11, como Shem, que viveu, depois de ter gerado Arfaxade, quinhentos anos. Arfaxade, depois que gerou Shelah, quatrocentos e três anos; Shelah, depois que gerou Éber, igualmente quatrocentos e três anos; Éber, depois que gerou Peleg, quatrocentos e trinta anos; Noé, após o dilúvio, trezentos e cinquenta anos (cap. 9:28), e assim por diante. O que, porém, o número cento e vinte envolve, vê-se somente pelo dez e pelo doze, dos quais, multiplicados, é composto. Com efeito, significa as relíquias da fé. O número ‘dez’, na Palavra, assim como também os ‘dízimos’, significa e representa as relíquias que são conservadas pelo Senhor no homem interno, as quais são santas porque pertencem ao Senhor somente. O número ‘doze’ significa a fé ou todas as coisas que são da fé em um complexo. O número agora composto por estes significa as relíquias da fé.