. ‘Que criei, de sobre as faces do húmus’; que isso signifique o homem da posteridade da Igreja Antiquíssima, vê-se não somente pelo que é dito ‘o homem que criei’, que quer dizer ‘a quem regenerei’, e depois, ‘que fiz’, que quer dizer ‘a quem aperfeiçoei ou regenerei até se tornar celeste’, mas também pelo que é dito: “de sobre as faces do húmus”. O ‘húmus’ é onde há a igreja, como foi mostrado antes. Por conseguinte, aqui se trata também daqueles que imergiram os doutrinais da fé em suas cobiças. Os que não tiveram a doutrina da fé não puderam fazer isso. Os que estão fora da igreja, estão na ignorância do vero e do bem, e os que estão na ignorância podem estar numa espécie de inocência enquanto falam e agem contra os vero e os bens da fé, pois podem ser movidos por uma espécie de zelo para o culto de que foram desde a infância imbuídos, o qual eles creem ser verdadeiro e bom. Mas acontece inteiramente diferente com aqueles que têm consigo a doutrina da fé; esses podem misturar os veros com os falsos, e as coisas santas com as profanas. Por isso a sorte deles na outra vida é muito pior do que a sorte daqueles que são chamados gentios, sobre os quais se falará na sequência, pela Divina Misericórdia do Senhor.