Texto
. Que ‘desde o homem até a besta, e até o réptil’ signifique que tudo o que é da vontade o extinguiria, vê-se pela significação de ‘homem, besta e réptil’. O homem não é homem a não ser pela vontade e pelo entendimento, pelos quais se distingue dos animais; quanto ao resto, é semelhante a eles. Nestes, havia perecido toda vontade do bem e todo entendimento do vero. Em lugar da vontade do bem sucederam cobiças insensatas; em lugar do entendimento do vero, ilusões insensatas, e estas misturadas com aqueles. Por isso, após terem assim destruído, por assim dizer, as relíquias, não era possível que não se extinguissem. Que tudo o que é da vontade se chame ‘bestas’ e ‘répteis’, vê-se pelas coisas que anteriormente foram mostradas sobre as bestas e os répteis. Mas aqui, visto que se trata de tal homem, as ‘bestas’ não significam as boas afeições, mas as más, e, por conseguinte, as cobiças; e pelos ‘répteis’, as cobiças, tanto as corporais quanto as dos sentidos. Que as ‘bestas’ e os ‘répteis’ signifiquem tais coisas, não há mais necessidade de confirmação pela Palavra, porque deles se tratou anteriormente, nos n. 45, 46, 142 e 143; que sejam vistos.