ac 665

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Que ‘erigir aliança’ signifique que seria regenerado, pode-se ver claramente pelo fato de que nenhuma aliança pode instalar-se entre o Senhor e o homem a não ser a conjunção pelo amor e a fé. Assim, ‘aliança’ significa conjunção. Com efeito, é o casamento celeste que é a aliança mesma. O casamento celeste (ou conjunção) não pode existir senão nos que são regenerados; assim, no sentido mais lato, é a própria regeneração que é significada pela aliança. O Senhor “entra em aliança com o homem” quando o regenera. Por isso a aliança com os antigos não representava outra coisa. Pelo sentido da letra não se compreende outra coisa senão que a aliança com Abrahão, Isaque e Jacó, e tantas vezes ajustadas com os descendentes deles, se refere a eles mesmos. Mas eles foram tais que não puderam ser regenerados, pois punham o culto somente nos externos e tinham como santas as coisas externas sem que as internas lhes fossem adjuntas. Por isso, as alianças ajustadas com eles não eram outra coisa senão representações da regeneração, assim como todos os ritos e assim como os próprios Abrahão, Isaque e Jacó, que representavam as coisas que são do amor e da fé. E mesmo os pontífices e sacerdotes, quaisquer que fossem, mesmo os que celerados, por semelhante modo puderam representar o sacerdócio celeste e santíssimo. Nas representações, nada se aplica à pessoa, mas a coisa que é representada. Assim, todos os reis de Israel e de Judá, mesmo os que eram péssimos, representavam a realeza do Senhor. Até mesmo o faraó que exaltou José sobre a terra do Egito. Por estes e por muitos outros exemplos — sobre os quais se falará na sequência, pela Divina Misericórdia do Senhor — pode-se ver que as alianças, tantas vezes estabelecidas com os filhos de Jacó, não eram outra coisa senão rituais que tinham uma representação.

Versão impressa (opcional)

Para estudo mais confortável, você pode adquirir esta obra em formato impresso: ver orientações.