. Que por ‘duas’ sejam significadas coisas relativamente profanas, pode-se ver pela significação desse número. ‘Dois’ [binem] ou ‘duplo’ [duo] significa não somente o casamento — e quando é o casamento celeste, é um número santo — mas também significa o mesmo que ‘seis’, pois assim como os seis dias de trabalho se relatam ao sétimo de repouso ou santo, assim o dois se relata ao três. Por isso, o ‘terceiro dia’ na Palavra é tomado em lugar do ‘sétimo’ e envolve quase o mesmo, por causa da ressurreição do Senhor no terceiro dia. Assim também é descrito o advento do Senhor ao mundo e em glória, como também todo advento do Senhor, assim como o ‘dia sétimo’ e também o ‘dia terceiro’. É assim que os ‘dois dias’ que antecedem não são santos, mas relativamente profanos, como em Oseias: “Ide, e voltemo-nos para JEHOVAH, porque Ele ferirá e nos curará; contundiu, e nos ligará; vivificar-nos-á depois de dois dias, no dia terceiro nos erguerá, e viveremos diante d’Ele” (6:1, 2). E em Zacarias: “Acontecerá em toda a terra, dito de JEHOVAH, que duas partes nela serão cortadas, expirarão; e a terceira será deixada nela; e conduzirei a terceira parte pelo fogo, e os fundirei assim como se funde a prata” (13:8, 9); e que a prata seria puríssima quando purificada sete vezes (Sl. 12:6). Pelo que se vê que, assim como ‘sete’ não significa sete, mas coisas santas, também ‘dois’ não significa dois, mas o que é relativamente profano; por conseguinte, não que as bestas não limpas ou os males e suas afeições fossem tão poucas respectivamente às bestas limpas ou os bens, como dois para sete. No homem os males são inúmeros, mais do que os bens.