. Que ‘destruir toda substância que fiz de sobre as faces do húmus’ signifique o proprium do homem, que é destruído, por assim dizer, quando o homem é vivificado, vê-se pelo que se disse anteriormente a respeito do proprium. O proprium do homem é todo mal e falso; enquanto ele permanece, o homem está morto; mas quando o homem suporta tentações, é então dissipado, isto é, enfraquecido e temperado por meio dos veros e bens provenientes do Senhor e assim, sendo vivificado, parece não mais existir. Que não mais apareça e não prejudique é significado por ‘ser destruído’, embora nunca seja destruído, mas permanece. Dá-se quase o mesmo com o preto e o branco que, quando são temperados com variedade pelos raios de luz, mudam-se em cores belas, como as azuis, amarelas, purpúreas, pelas quais, segundo as disposições, como nas flores, apresentam-se cores belas e agradáveis, permanecendo, entretanto, radical e fundamentalmente, o preto e o branco. Como, porém, aqui se trata ao mesmo tempo da última devastação da Igreja Antiquíssima, por ‘destruir toda substância que fiz de sobre as faces do húmus’ são também significados os que pereceram, como também no versículo seguinte, 23. ‘Substância que fiz’ é todo ele ou todo homem em que havia a semente celeste ou que foi da igreja. Por isso, também, neste versículo e no seguinte, 23, diz-se ‘húmus’, que significa o homem da igreja em que foram inseminados os bens e veros, os quais cresceram sucessivamente naqueles que se chamam Noé, após os males terem sido dissipados, como se disse. Mas nos antediluvianos que pereceram eles foram extintos pelo joio.