. Que estas expressões signifiquem o último limite da Antiquíssima Igreja, e ‘cento e cinquenta’ o limite e o começo, não se pode confirmar pela Palavra, como é possível fazê-lo pelos números mais simples que ocorrem frequentemente. Mas pode-se ver, todavia, pelo número quinze, de que se tratou anteriormente no versículo 20, que significa tão pouco que mal é alguma coisa. Assim, ainda mais o número ‘cento e cinquenta’, que é composto daquele número multiplicado por dez, que significa as relíquias. A multiplicação de um pouco, assim como a multiplicação da metade, quarta ou décima parte, faz com que seja ainda menos, até que finalmente seja quase nada, por conseguinte, que seja o fim, o último término. Ocorre o mesmo número no capítulo seguinte, 8, versículo 3, onde se diz que ‘retrocederam as águas ao fim de cento e cinquenta dias’, que significa a mesma coisa. [2] Os números na Palavra devem ser entendimentos de maneira completamente abstrata do sentido da letra. São inseridos somente para compor a série histórica que se acha no sentido da letra, conforme foi dito e mostrado anteriormente. Assim, onde ocorrem os números ‘sete’, eles significam o que é santo, completamente abstraídos dos tempos e das medidas aos quais são normalmente ajuntados, porque os anjos, que percebem o sentido interno da Palavra, não sabem coisa alguma dos tempos e das medidas, ainda menos que número é designado, e, não obstante, entendem plenamente a Palavra quando é lida pelo homem. Por isso, quando ocorre um número em alguma parte, eles não podem jamais ter a ideia de algum número, mas da coisa que pelo número é significada. Assim, aqui, por esse número entendem que é o último limite da Antiquíssima Igreja, e, no capítulo seguinte, versículo 3, que é primeiro limite da Igreja Antiga, ou uma nova igreja. * * * * * * *