. Que ‘a pomba não voltou mais a ele’ signifique o estado livre, segue-se agora daí e do fato de a pomba, ou o vero da fé, assim como as demais aves e as bestas, assim, Noé, não serem mais retidos na arca pelas águas do dilúvio. Enquanto estava na arca, era o estado de servidão ou estado de cativeiro e de cárcere, atormentando-o as águas do dilúvio ou dos falsos, estado esse que é descrito como um estado de tentação no capítulo precedente, vers. 17, onde se diz que ‘as águas cresceram e levantaram a arca’ e que ‘a arca se elevou de sobre a terra; e também no vers. 18, que ‘as águas se fortaleceram e foi a arca de sobre as faces das águas’. Seu estado de liberdade é descrito pelo fato de não somente Noé ter saído da arca, mas, também, todos os que estavam como ele, neste capítulo, vers. 15–18. Assim, a primeira dentre todos foi a ‘pomba’, isto é, o vero da fé oriundo do bem, pois todo livre vem do bem da fé, isto é, do amor do bem.