. Que a ‘ave’ signifique as sus coisas intelectuais e a ‘besta’ as suas voluntárias, que pertencem ao homem interno, e que ‘todo réptil que rasteja sobre a terra’ signifique as coisas correspondentes em seu homem externo, pode-se ver pela significação de ‘ave’, de que se tratou anteriormente (n. 40 e 776), e de ‘besta’, de que se tratou nos n. 45, 46, 142, 143 e 146. Que o ‘réptil que rasteja sobre a terra’ signifique as coisas correspondentes no homem externo, vê-se daí, pois aqui o ‘réptil que rasteja’ se refere tanto à ave, ou as coisas intelectuais, quanto à besta, ou as voluntárias. Os antiquíssimos chamavam as coisas sensuais e as volúpias do corpo de ‘répteis que rastejam’, porque não são diferentes dos répteis que rastejam sobre a terra. E também assemelhavam o corpo do homem à terra ou ao húmus, e até o chamavam terra ou húmus, como aqui, onde pela ‘terra’ não é significada outra coisa senão o homem externo.