Texto
. Que ‘sair da arca’ envolva também o estado de liberdade, vê-se pelo que foi dito logo acima, no vers. 16, a respeito de ‘sair da arca’. Qual liberdade o homem espiritual tem, pode-se ver pelo fato de ele ser governado pelo Senhor por meio da consciência. O que é governado pela consciência, ou que age segundo a consciência, esse age livremente. Nada lhe repugna mais do que agir contra a consciência. Agir contra a consciência, para ele, é o inferno, e agir segundo a consciência é o céu para ele. Por aí qualquer um pode ver que isto é o livre. O Senhor governa o homem espiritual por meio da consciência do bem e do vero, a qual, como foi dito, é formada na sua parte intelectual e, assim, é separada dos voluntários do homem. E visto que é inteiramente separada dos voluntários do homem, pode-se ver claramente que o homem nunca faz bem algum por si. E como todo vero da fé vem do bem da fé, vê-se que o homem nunca pensa algum vero por si, mas que isto vem do Senhor, somente. Que ele veja que faz isto por si é somente uma aparência; e como a coisa é assim, o homem verdadeiramente espiritual também o reconhece e crê nisso. Daí é evidente que a consciência dada pelo Senhor ao homem espiritual é como se fosse uma nova vontade, e, assim, que o homem que é criado de novo foi dotado de uma nova vontade e, daí, um novo entendimento.