. Continuação a respeito dos infernos Aqui, dos infernos dos avaros e da Jerusalém imunda, e dos ladrões no deserto. Depois, a respeito dos infernos excrementícios daqueles que viveram em meras volúpias. *938. De todos os homens, os avaros são os mais sórdidos e, de todos, os que menos pensam sobre o homem interno; nem sequer sabem o que é o céu, porque, de todos, são os que menos elevam seus pensamentos, mas os afundam e imergem inteiramente nas coisas corpóreas e terrestres. Por isso, quando vêm à outra vida, durante muito tempo não sabem que são espíritos, mas acham que ainda estão inteiramente no corpo. As ideias de seus pensamentos, que, por causa da avareza, tornaram-se como que corpóreos e terrestres, se convertem em medonhas fantasias. E, o que é incrível, porém, verdadeiro, os que são sordidamente avaros se veem, na outra vida, ocupados em celas, onde está o dinheiro deles, e aí são infestados por ratos. Contudo, por mais que sejam infestados, não se afastam dali senão quando estão fatigados, de modo que finalmente se esforçam para sair desses sepulcros.