Texto
. Falei com os espíritos sobre o fato de que talvez poucos creriam que tantas e tais coisas existem na outra vida, porque o homem não tem outro conceito sobre a sua vida depois da morte senão como algo muito geral e obscuro, que nada é, no que se confirmaram pelo fato de não verem com seus olhos uma alma ou um espírito; e os eruditos, embora afirmem que existe alma ou espírito, prendem-se todavia a palavras forjadas e termos que escurecem ainda mais, e mesmo extinguem, o entendimento das coisas; e porque se dedicam a si mesmos e ao mundo, e raramente ao bem geral e ao céu. Esses creem ainda menos que os homens sensuais. Os espíritos com os quais eu falava ficaram admirados de que o homem seja tal, quando, todavia, sabe que na natureza mesma e em cada um de seus reinos existem tantas maravilhas e várias coisas que ele ignora, como, por exemplo, as coisas do ouvido humano, do qual se pode encher um livro inteiro de coisas espantosas e inauditas, nas quais cada um tem fé. Se, porém se disser alguma coisas a respeito do mundo espiritual, pelo qual existem todas e cada uma das coisas que existem nos reinos da natureza, dificilmente alguém crê, por causa das opiniões preconcebidas e confirmadas, como foi dito, de que aquilo que não se pode ver nada é.
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