. ‘Sobre toda ave do céu’. Que isto signifique sobre todas as falsidades que são do raciocínio, vê-se pela significação de ‘ave’. Na Palavra, as aves significam as coisas intelectuais; as mansas, úteis e belas significam as intelectuais verdadeiras, enquanto as ferozes, inúteis e feias significam as intelectuais falsas, ou as falsidades que são do raciocínio. Que elas signifiquem as coisas intelectuais, vê-se nos n. 40, 776 e 870. Daí também é evidente que as ‘aves’ significam os raciocínios e os falsos destes. Para que não reste dúvida alguma, além das coisas que foram ditas a respeito do corvo no n. 866, servirão de confirmação as seguintes passagens. Em Jeremias: “Visitá-los-ei com quatro gêneros, ... com a espada para matar, e os com cães para arrastar; e com a ave do céu e a besta da terra para devorar e para destruir” (15:3); em Ezequiel: “Sobre a sua ruína habitarão todas as aves do céu, e em seus ramos estarão todas as feras do campo” (31:13); em Daniel: “Finalmente, sobre a ave das abominações, a desolação” (9:27); em João: “Babilônia, ... prisão de toda ave imunda e detestável” (Ap. 18:2). Muitas vezes nos Profetas se diz que ‘o cadáver seria dado por comida à ave do céu e à besta da terra’ (Jr. 7:33; 19:7; 34:20; Ez. 29:5; 39:4; Sl. 79:2; Is. 18:6), pelo que era significado que seriam destruídos pelos falsos, que são as ‘aves do céu’, e pelos males ou cobiças, que são as ‘bestas da terra’.