Texto
. ‘Da mão do homem’. Que seja de todo o seu voluntário, e que ‘da mão do varão irmão’ seja de todo o seu intelectual, vê-se pela significação de ‘homem’, pois o essencial e a vida do homem são a sua vontade, mas, qual é a vontade, tal é o homem; e pela significação de ‘varão irmão’, que foi mostrada anteriormente (n. 367). Quer seja um intelectual verdadeiro, quer seja um intelectual espúrio, quer seja um intelectual falso, o entendimento é sempre chamado ‘varão irmão’, pois o entendimento é chamado ‘varão’ (n. 158 e 265) e ‘irmão’ da vontade (n. 367). Aqui se diz ‘homem’ e ‘varão’, e assim são chamados o voluntário imundo e o intelectual imundo porque aqui se trata da profanação, cuja menção e, daí, a representação, não é tolerada no céu, mas imediatamente repelida. Por isso há aqui tantos vocábulos brandos, como também sentidos ambíguos, por assim dizer, dessas palavras, para que no céu não se saiba que tais coisas estão contidas aqui.