. Foi-me mostrado ao vivo de que maneira a respiração interna dos antiquíssimos influía tacitamente numa certa respiração externa e, assim, na linguagem tácita, percebida pelo outro em seu homem interior. Disseram que essa respiração neles foi variada segundo o estado de seu amor e fé no Senhor. A razão disso foi também exposta, ou seja, como eles tinham comunicação com o céu, isto não poderia ser de outro modo, pois respiravam com os anjos, em cuja associação eles estiveram. Os anjos têm uma respiração que corresponde à respiração interna e varia semelhantemente neles, pois quando lhes sobrevêm algo que é contrário ao amor e a fé no Senhor, então a respiração é opressa, mas, quando estão na felicidade do amor e da fé, então têm uma respiração livre e ampla. Cada homem também tem algo que é semelhante, mas segundo os seus amores corpóreos e mundanos e segundo os seus princípios que, quando algo os contraria, sua respiração é opressa, mas, quando os favorece, a respiração é livre e ampla. Mas isto pertence à respiração externa. Sobre a respiração dos anjos, porém, dir-se-á na sequência, pela Divina Misericórdia do Senhor.