. Que ‘Cush’ ou Etiópia signifique as cognições interiores da Palavra, pelas quais eles confirmam os princípios falsos, vê-se em Jeremias: “O Egito sobe como um rio, e como rios são agitadas as águas, e disse: Subirei, cobrirei a terra; destruirei a cidade e os que habitam nela. Subi, ó cavalos, e enlouquecei, ó carros, e saiam os fortes; Cush e Put, os que empunham o escudo” (46:8–9); aqui, o ‘Egito’ está em lugar dos que nada creem senão nas coisas que compreendem pelos conhecimentos, donde vêm todas as coisas duvidosas, negativas e falsas, que é ‘subir, cobrir a terra e destruir a cidade’; ‘Cush’, aí, está em lugar das cognições mais universais e interiores da Palavra pelas quais confirmam os princípios concebidos; ‘Put’ está em lugar das cognições oriundas do sentido literal da Palavra, que são segundo as aparências dos sentidos. [2] Em Ezequiel: “Virá a espada ao Egito, e haverá dor em Cush, quando cair o traspassado no Egito; e tomarão a sua turba, e serão destruídos os seus fundamentos; Cush, e Put, e Lud, e toda Ereb e Kub, e os filhos da terra da aliança com eles cairão à espada” (30:4–6). Ninguém jamais saberia o que são essas coisas a não ser pelo sentido interno. E se os nomes não significassem coisas, quase não fariam sentido algum. Mas, aqui, pelo ‘Egito’ são significados os conhecimentos pelos quais eles querem entrar nos mistérios da fé; ‘Cush e Put’ são chamados ‘seus fundamentos’ porque são as cognições da Palavra. [3] No mesmo: “Naquele dia sairão de diante de Mim os que anunciam, em navios, para aterrorizar os que confiam em Cush, e haverá dor sobre eles conforme o dia do Egito” (Ez. 30:9); ‘Cush’ está em lugar das cognições da Palavra que confirmam os falsos extraídos dos conhecimentos. No mesmo: “Porei a terra do Egito em devastações, devastação da desolação desde a torre Sevene e até o limite de Cush” (Ez. 29:10); aí, o ‘Egito’ está em lugar dos conhecimentos, ‘Cush’ em lugar das cognições interiores da Palavra, que são o ‘limite’ até onde vão os conhecimentos. [4] Em Isaías: “O rei de Asshur levará o cativeiro do Egito e o cativeiro de Cush, os meninos e os velhos, o nu e o descalço, e os de nádegas descobertas, a nudez do Egito, e se consternarão e se enrubescerão por causa de Cush, a esperança deles, e por causa do Egito, o ornamento deles” (20:4, 5); aí, ‘Cush’ está em lugar das cognições da Palavra pelas quais confirmam os falsos concebidos pelos princípios; ‘Asshur’ é o raciocínio que ‘leva os cativos’. Em Naum: “Cush, a sua fortaleza, e o Egito, e não há fim; Put e Lubim foram por teu auxílio” (3:9); a respeito da igreja devastada, onde, semelhantemente, o ‘Egito’ está em lugar dos conhecimentos e ‘Cush’ em lugar das cognições. [5] De um modo simples, ‘Cush e Egito’ estão em lugar das cognições e dos conhecimentos, que são as verdades úteis para aqueles que estão na fé da caridade, por conseguinte, num sentido bom. Em Isaías: “Disse JEHOVAH: O trabalho do Egito e as mercadorias de Cush e dos sabeus, varões de medida, passarão a ti e para ti serão; após ti irão em grilhões, passarão, e a ti se curvarão, a ti suplicarão; tão somente Deus [esteja] em ti, e nenhum outro deus além” (45:14); o ‘trabalho do Egito’ está em lugar dos conhecimentos; as ‘mercadorias de Cush e dos sabeus’ em lugar das cognições espirituais que servem àqueles que reconhecem o Senhor, pois eles têm todo conhecimento e cognição. [6] Em Daniel: “O rei do norte dominará nos recônditos de ouro e de prata, e em todas as coisas desejáveis do Egito; e Lubim (Put) e Cushim em teus passos” (11:43); ‘Put e Cush’ estão em lugar das cognições da Palavra, o ‘Egito’ em lugar dos conhecimentos. Em Sofonias: “Desde a passagem dos rios de Cush os Meus adoradores” (3:10); em lugar dos que estão fora das cognições, assim, as nações. Em Davi: “Virão os grandes do Egito, Cush apressará suas mãos para Deus” (Sl. 68:31); o ‘Egito’, aqui, está em lugar dos conhecimentos, e ‘Cush’ em lugar das cognições. [7] No mesmo: “Farei menção de Rahab e Babel entre os que Me conhecem; eis a Filisteia e Tiro com Cush; este é nascido ali (na cidade de Deus)” (Sl. 87:4); ‘Cush’ está em lugar das cognições oriundas da Palavra, porque se diz ‘nascido na cidade de Deus’. Visto que ‘Cush’ significa as cognições interiores da Palavra e a inteligência daí, por isso se diz que o segundo rio que saía do jardim do Éden circundava toda a terra de Cush, a cujo respeito se viu anteriormente, no n. 117.