Texto
. Quanto ao que diz respeito à posição em que estão os espíritos no mundo dos espíritos e os anjos no céu, dá-se de tal maneira que à direita do Senhor estejam os anjos; à Sua esquerda, os maus espíritos; diante d’Ele estão os que são de um estado intermediário; atrás d’Ele, os que são malignos; acima da cabeça estão os que são orgulhosos e que aspiram coisas elevadas; debaixo dos pés estão os infernos que correspondem àqueles que estão na altivez. Assim, cada um em sua posição relativa ao Senhor, em todas as plagas e alturas, no plano horizontal e no vertical e em toda direção oblíqua. A posição deles é constante e não varia na eternidade. Os céus, lá, constituem, por assim dizer, um único homem que, por isso, se chama o Máximo Homem, ao qual também correspondem todas as coisas que estão no homem; correspondências a respeito das quais, pela Divina Misericórdia do Senhor, falar-se-á nas coisas que seguem. Daí vem que haja uma posição semelhante de todas as coisas em cada anjo e em cada homem para o qual o céu é aberto pelo Senhor. A presença do Senhor tem isto consigo; o que não seria assim se o Senhor não fosse onipresente no céu.