Texto
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Continuação
a respeito da posição e do lugar,
assim como da distância e do tempo
na outra vida.
*1376. Conversei muitas vezes com os espíritos sobre a ideia do lugar e da distância entre eles, sobre o fato de que o lugar e a distância não existem na realidade, mas aparecem como se existissem apesar de não serem outra coisa senão os estados de seus pensamentos e de suas afeições, estados que são assim variados e se apresentam desse modo no céu entre os anjos quando não estão na ideia do lugar e do tempo, mas na ideia dos estados. Contudo, os espíritos que permanecem presos às ideias corporais e terrestres não compreendem isso; pensam eles que as coisas são absolutamente como eles as veem. Tais espíritos dificilmente podem ser levados a crer que eles não vivem mais em seu corpo, e não querem ficar persuadidos de que são espíritos; por conseguinte, eles dificilmente podem crer que haja alguma aparência e que haja algum engano, desejando viver nas falácias. É assim que eles se fecham para o caminho que os conduziria a compreender e a reconhecer as verdades e os bens que estão a uma grande distância das falácias. Várias vezes mostrou-se-lhes que a mudança de lugar não é senão uma aparência e uma ilusão dos sentidos. Existem, com efeito, duas espécies de mudanças de lugar na outra vida: uma, de que se tratou antes, consiste em que todos os espíritos e todos os anjos conservam constantemente a sua posição no Máximo Homem, o que é uma aparência; a outra consiste em que os espíritos aparecem em um lugar, quando a verdade é que eles não estão nesse lugar, o que é uma ilusão.