Texto
. ‘E Abrão tomou Sarai, sua esposa’; que signifique o bem ao qual foi adjunto o vero, é o que se pode ver por aquilo que é significado na Palavra pelo homem e sua esposa (do que se tratou no n. 915). Por conseguinte, aqui, ‘Sarai’ não significa outra coisa, no sentido interno, senão o vero. Há em todas e cada uma das coisas no homem o equivalente a um casamento, e não pode haver coisa alguma tão pequena em que não haja essa semelhança do casamento, tanto no homem externo e em suas menores partes, como no homem interno e nas menores coisas que lhe pertencem. A causa é porque tudo, em geral e em particular, existe e subsiste pelo Senhor e pela união operada como por casamento entre a Sua Essência Humana e a Sua Essência Divina, e pela conjunção ou o casamento celeste de uma e da outra com o Seu Reino nos céus e nas terras. Aqui, como era necessário representar o vero adjunto ao bem do Senhor, esse vero só pôde ser representado pela esposa de Abrão, pois a história de Abrão é aqui o representativo do Senhor. Vê-se, pelo que já se disse (n. 54, 55, 718, 747, 917), que em todas e cada uma das coisas há como um casamento.