. Que ‘Sarai esposa’ seja o vero adjunto às coisas celestes, coisas que estavam no Senhor, vê-se pelas coisas que agora foram ditas da significação de ‘Sarai esposa’. Que se diga ‘vero adjunto às coisas celestes’ é porque todo vero esteve primeiro no Senhor; o celeste tem consigo o vero, um é inseparável do outro como a luz é inseparável da chama; mas o vero estava oculto em Seu Homem Interno, Que é o Divino. As coisas do conhecimento e as cognições que Ele aprendeu não são os veros, ou as verdades, mas são unicamente vasos recipientes, como também tudo que está na memória do homem não é coisa alguma de vero, embora se lhe dê o nome, mas o vero nela está como em vasos. Esses vasos deviam ser formados pelo Senhor por meio da instrução nas cognições extraídas da Palavra, ou antes, deviam ser abertos por Ele, para que não só as coisas celestes fossem insinuadas neles, como também para que se tornassem coisas celestes e, assim, Divinas. Com efeito, o Senhor uniu a Sua Essência Divina à Sua Essência Humana para que o que fosse humano n’Ele se tornasse Divino também.