Texto
. Que ‘a tomaria para mim por mulher?’ signifique que assim teria podido ser violado o vero que devia se conjungir ao celeste, vê-se pelo que acaba de ser dito e no que foi relatado (vers. 13). Eis por que o vero devia se conjungir ao celeste: Considerado em si, o vero que se aprende a partir da meninice é apenas um vaso apto a receber o celeste que pode ser nele insinuado. O vero por si mesmo não tem vida alguma, mas tem a vida pelo celeste que influi. O celeste é o amor e a caridade; todo vero vem daí; e como todo vero vem daí, o vero não é outra coisa senão uma sorte de vaso. Na outra vida, os próprios veros são também postos desse modo em evidência; lá nunca se consideram os veros pelos veros, mas são considerados pela vida que neles está, isto é, pelos celestes que pertencem ao amor e à caridade nos veros; é pelo amor e caridade que os veros se tornam celestes e se chamam veros celestes. Agora se pode ver o que é o vero intelectual, e que, no Senhor, o vero intelectual abriu o caminho para as coisas celestes. Um é o vero das coisas do conhecimento , outro o vero racional e outro o vero intelectual; eles se sucedem. O vero das coisas do conhecimento pertence ao conhecimento; o vero racional é o vero das coisas do conhecimento confirmado pela razão; o vero intelectual está conjunto com a percepção interna de que assim seja; esse vero esteve no Senhor na meninice e abriu n’Ele o caminho para as coisas celestes.