. Que ‘como o jardim de JEHOVAH’ signifique os seus racionais, é isso evidente pela significação do ‘jardim de JEHOVAH’, que é a inteligência, como se viu (n. 100); por conseguinte, é o racional, que é um intermediário entre o homem interno e o homem externo. O racional é a inteligência do homem externo. Diz-se ‘jardim de JEHOVAH’ quando o racional é celeste, isto é, de origem celeste como o foi na Antiquíssima Igreja; dele assim se fala em Isaías: “JEHOVAH consolará Sião, consolará todas as devastações dela, e porá o deserto dela como Éden, e a solidão dela como um jardim de JEHOVAH; o júbilo e a alegria se encontrarão nela, a confissão e a voz do canto” (51:3). Mas se diz ‘Jardim de Deus’ quando o racional é espiritual, isto é, de origem espiritual, como ele o foi na Igreja Antiga; disso se fala em Ezequiel: “Cheio de sabedoria e perfeito em beleza, no Éden, jardim de Deus, estiveste” (28:12, 13) O racional do homem é comparado a um jardim por causa do representativo que existe no céu. Quando o celeste espiritual influi do Senhor no racional do homem, esse racional não se apresenta de outra forma, e até mesmo, com efeito, se apresentam visivelmente os paraísos, que, pela magnificência e beleza, excedem toda ideia da imaginação humana. É esse um efeito do influxo da luz celeste espiritual procedente do Senhor, de que se tratou antes (n. 1042, 1043). Não são as amenidades e as belezas desses jardins paradisíacos que impressionam, mas são as coisas celestes espirituais que vivem neles.