. Além desses objetos paradisíacos, oferecem-se também à vista cidades com palácios magníficos, uns após outros de uma grande riqueza de cores e de uma construção acima de toda a arte da arquitetura. Isso não deve causar espanto; cidades semelhantes foram também mostradas aos profetas quando a sua vista interior era aberta, e eles as viram até tão manifestamente que não se veem melhor no mundo. É assim que João viu a Nova Jerusalém, que é descrita por ele também nestes termos: “Levou-me em espírito sobre uma montanha grande e alta, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, ... tendo uma muralha grande e alta, tendo doze portões; ... era a estrutura da muralha de jaspe, e a cidade [era] de ouro puro semelhante a vidro áureo; os fundamentos da muralha [eram] adornados de toda pedra preciosa; o primeiro fundamento [era] jaspe, o segundo, uma safira, o terceiro, uma calcedônia, o quarto, uma esmeralda, o quinto, um sardônico, o sexto, um sárdio, o sétimo, um crisólito, o oitavo, um berilo, o nono, um topázio, o décimo, um crisópraso, o undécimo, um jacinto, o duodécimo, uma ametista”. (Ap. 21:10, 12, 18–20); e sem falar dos Profetas. Os anjos e os espíritos angélicos veem inúmeros objetos semelhantes em um dia claro, e o que é admirável, eles os percebem por todos os sentidos, coisas que não pode crer de modo algum aquele que extinguiu as ideias espirituais pelos termos e pelas definições da filosofia humana e por raciocínios, ainda que essas coisas sejam, entretanto, muito verídicas. Ter-se-ia podido conceber que elas são verdadeiras, pois foram vistas tantas vezes por santos.