. Todos os anjos têm as suas moradas em que eles residem; elas são magníficas; lá entrei, vi-las muitas vezes e as admirei, e lá conversei com eles. Elas são tão aparentes e visíveis que não pode existir coisa alguma mais aparente e mais visível. Comparadas a essas moradas, as da terra são apenas alguma coisa. Também eles chamam mortas e não reais as coisas que estão na terra, enquanto chamam vivas e verdadeiras as que eles têm, porque elas procedem do Senhor. As suas construções, de uma variedade infinda, são tais que a arte mesma da arquitetura daí deriva. Diziam-me eles que não queriam trocar a sua morada por todos os palácios que existem em todo globo das terras, porque o que é pedra, argamassa e madeira é morto para eles, enquanto o que vem do Senhor, da Vida mesma e da Luz mesma, é vivo, e tanto mais vivo para eles quanto mais eles o desfrutam por todos os seus sentidos. Com efeito, as coisas que lá existem são inteiramente adequadas aos sentidos dos espíritos e dos anjos, pois as que estão na luz do mundo solar, os espíritos não as podem enxergar com a sua vista; ao contrário, o que é de pedra e de madeira é adequado aos sentidos dos homens que estão no corpo; as coisas espirituais correspondem aos espirituais e as coisas corporais aos corporais.