Texto
. Os que, na vida do corpo, foram ricos e habitaram em magníficos palácios, pondo seu céu em tais moradas, e que sem consciência e sem caridade, despojaram, sob diferentes pretextos, os outros de seus bens; quando entraram na outra vida, são a princípio, como já foi dito, introduzidos absolutamente em sua própria vida, a que eles tiveram no mundo. Então se lhes concede também às vezes habitar, como no mundo, em palácios; porque todos são a princípio recebidos na outra vida como hóspedes e recém-vindos, aos quais, anjos dirigidos pelo Senhor prestam bons ofícios e fazem bem enquanto os interiores e os fins da vida daqueles ainda não foram postos a descoberto. Mas o cenário muda: pouco a pouco os palácios se dissipam e se tornam casinhas, depois moradas cada vez mais vis e, finalmente, se aniquilam. Então esses espíritos vagam de todos os lados como a gente que pede esmola; eles procuram fazer com que sejam recebidos na casa dos outros, mas como o seu caráter é conhecido, eles são expulsos das sociedades. Finalmente eles se tornam excrementícios e exalam uma esfera de fedor de dentes.