. ‘Elevei a minha mão para JEHOVAH’; que signifique a mente tal qual ela estava no Senhor, vê-se pela significação de ‘elevar a mão’. A elevação da mão para JEHOVAH é um gesto do corpo que corresponde, como se sabe, à afeição da mente. As coisas que são interiores, ou que pertencem à mente, são expressas, no sentido da letra, pelas externas que correspondem; mas são as coisas internas que cumpre entender no sentido interno. Aqui, por conseguinte, a elevação da mão é a mente, ou a afeição da mente. [2] Enquanto o Senhor esteve no estado das tentações, ele falou a JEHOVAH como a um outro [separado d’Ele]; mas tanto quanto Sua Essência Humana foi unida à Sua Essência Divina, outro tanto ele falou a JEHOVAH como consigo mesmo. É o que se vê claramente por muitas passagens nos Evangelistas, assim como nos Profetas e em Davi. Acha-se com evidências a razão disso no que já se disse sobre o mal hereditário proveniente da mãe: tanto quanto este permanecia, outro tanto Ele estava como ausente de JEHOVAH; mas na proporção que esse mal era extirpado, assim também o Senhor estava presente, e era JEHOVAH mesmo. [3] Pode-se ilustrar tal fato pela conjunção do Senhor com os anjos: O anjo às vezes fala não por si mesmo mas pelo Senhor, e então outra coisa ele não sabe senão que ele seja o Senhor; mas, nessa ocasião, os seus externos repousam. Coisa diferente sucede quando os seus externos estão em atividade. A razão disso é que o homem interno dos anjos é uma possessão do Senhor; e então, enquanto os propria não mostram empecilho outro tanto esse interno pertence ao Senhor e até é o Senhor. Mas no Senhor a conjunção completa, ou a união eterna com JEHOVAH, foi feita ao ponto que a Sua Essência Humana mesma é também JEHOVAH.