Texto
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Continuação
sobre a linguagem dos espíritos e de suas variedades.
*1757. A linguagem dos espíritos com o homem se faz, como já foi dito, por meio das palavras; mas a linguagem dos espíritos entre si se faz por meio das ideias originárias das palavras, tais como são as do pensamento, não tão obscuras como são as do homem quando ele vive no corpo, mas distintas como são as da linguagem. O pensamento humano, depois da separação do corpo, torna-se mais distinto e mais claro, e as ideias do pensamento tornam-se distintas, de sorte que elas servem de formas distintas para a linguagem. De fato, o obscuro foi dissipado com o corpo e, assim, o pensamento, liberto das espécies de vínculos, nos quais ele se tinha empenhado, e livre das sombras em que estava envolto, torna-se, portanto, mais instantâneo, de onde resulta que há mais prontamente intuição e percepção e enunciação das coisas mais particulares.