Texto
. Que ‘porque te pus por pai de uma multidão de nações’ signifique, aqui, como antes, que d’Ele procedem todo vero e todo bem proveniente do vero, é o que se faz evidente pela significação de ‘Pai’, que é d’Ele; pela significação de ‘multidão’, que é o vero; então, pela de ‘nações’, que é o bem proveniente do vero (n. 2005, 2006, 2007). Que essas mesmas palavras, em um sentido mais universal, ou mais afastado, signifiquem a união da Essência Humana com a Essência Divina, é o que se viu acima (n. 2004); porque se dá com a união da Essência Humana do Senhor com a Sua Essência Divina, como com a união do vero com o bem; e da união da Sua Essência Divina com a sua Essência Humana, como com a união do bem com o vero; essa união é recíproca. Ainda mais, no Senhor havia o vero mesmo, que se uniu ao bem, e o bem mesmo, que se uniu ao vero, porque o Infinito Divino não pode ser chamado de outro modo senão o bem mesmo e o vero mesmo; por isso é que a mente humana não está em ilusão alguma quando pensa que o Senhor é o Bem mesmo e o Vero mesmo.