Texto
. ‘Em aliança eterna’; que signifique a conjunção com eles, é o que se vê pela significação da ‘aliança’, que é a conjunção, como se disse (n. 665, 666, 1023, 1038). Que seja uma conjunção com os que são chamados ‘semente’, é o que resulta de que estas palavras, ‘em aliança eterna’, seguem imediatamente o que se diz sobre a semente, e de que a palavra ‘aliança’ é empregada pela segunda vez neste versículo; assim, na primeira vez, ela se refere à união de JEHOVAH com a Essência Humana, e, na segunda vez, à conjunção com os que são a semente. Para que se tenha uma ideia mais distinta da ‘união’ da Essência Divina do Senhor com a Essência Humana, e da ‘conjunção’ do Senhor com o gênero humano pela fé da caridade, é conveniente, aqui e na continuação, chamar àquela, ‘união’, e esta, ‘conjunção’; a da Essência Divina do Senhor com a Sua Essência Humana foi também chamada uma união, mas a do Senhor com o gênero humano pela fé da caridade é uma conjunção; o que é possível ver em que, JEHOVAH, ou o Senhor, sendo a Vida, e a Sua Essência Humana tendo se tornado também a Vida, como já foi explicado, há União da Vida com a Vida; mas o homem não é a Vida, ele é um recipiente da Vida, como também já se explicou. Quando a Vida influi em um recipiente da Vida, há conjunção, porque ela lhe é adaptada como o que atua o é ao que recebe a ação, ou como o que é vivo em si o é ao que é morto em si, o qual depois vive. O principal e o instrumental, assim como eles são chamados, parecem, é verdade, conjuntos como se fossem um; contudo, eles não são um, porque o principal é por si e o instrumental é por si; o homem não vive por si mesmo, mas o Senhor por Sua Misericórdia o une a Si e assim o faz viver pela eternidade; e como eles são assim distintos, essa operação é chamada conjunção.