. ‘Tu guardarás a Minha aliança’; que signifique uma união ainda mais estreita, é o que se vê pela significação da ‘aliança’, que é a união e a conjunção, como se disse nos vers. 2, 4, 7, e na Primeira Parte (n. 665, 666, 1023, 1038); a repetição aqui da aliança, de que já se tratou tantas vezes, denota uma união mais estreita. No sentido histórico, que trata de Abrahão, não se pode predicar outra coisa senão que guarde a aliança; mas no sentido interno, no qual se trata do Senhor, o histórico se dissipa e em seu lugar sucede o que é aplicável ao Senhor, isto é, que Ele deve ser unido mais estreitamente. A união da Essência Humana do Senhor com a Sua Essência Divina se fez não de uma só vez, mas durante todo o curso de Sua vida, desde a infância até o último momento de Sua vida no mundo; assim, Ele continuamente Se elevou para a Glorificação, isto é, para a união, é isto o que se diz em João: “Jesus disse: Pai, glorifica Teu Nome. Saiu uma voz do céu: E [o] glorifiquei, e novamente [o] glorificarei” (12:28). Veja-se o que foi dito anteriormente (n. 1690, 1864).