Texto
. ‘Doze príncipes gerará’; que signifique os principais preceitos que pertencem à caridade, é o que se faz evidente pela significação de ‘doze’, que são todas as coisas que pertencem à fé; e pela significação dos ‘príncipes’, que são as coisas principais. ‘Reis’ e ‘príncipes’ são mencionados aqui e ali na Palavra, mas no sentido interno eles nunca significam um rei ou príncipes, eles designam o que é o principal da coisa a cujo respeito eles são nomeados. Que os reis signifiquem os veros em um só conjunto, mostrou-se (n. 2015); e que os príncipes, as coisas principais do vero, que são os preceitos (n. 1482); daí os anjos são denominados ‘principados’, porque eles estão nos veros e são de fato os anjos espirituais. Os príncipes se dizem dos veros que pertencem à caridade, porque assim como se disse (n. 1832), é pelos veros aparentes, que lhes parecem veros, que os espirituais recebem do Senhor a caridade, e pela caridade, a consciência.
[2] Que ‘doze’ signifique todas as coisas que pertencem à fé, é o que o mundo ignorou até agora e, contudo, todas as vezes que o número doze se encontra na Palavra, tanto histórica como profética, ele não significa outra coisa. Os doze filhos de Jacó e, por conseguinte, as doze tribos que receberam deles os seus nomes, não significam outra coisa; o mesmo acontece com os doze discípulos do Senhor. Cada um dos filhos de Jacó e dos doze discípulos representava uma coisa essencial e principal da fé. Na continuação, pela Divina Misericórdia do Senhor, quando se tratar dos filhos de Jacó (cap. 29 e 30 do Gênesis) será explicado o que representa cada filho de Jacó e, por conseguinte, cada Tribo de Israel.